Um sequestrador de almas, age em silêncio, age em função do tempo.
Quando vê, a vítima já está seca. Vazia.
É muito difícil o resgate de um sequestro de alma. A fraqueza resoluta é grande, o preço é alto, difícil de pagar.
O sequestrador conquista a vítima. A leva para um cativeiro lindo, onde ela nunca mais quer sair. E vai aos pouquinhos diminuindo esse espaço. Tirando as coisas que ela ama.
Quando ela percebe que precisa reagir já não tem mais nada.
E nessa hora, pede ajuda, geralmente pra família, as vezes a mesma que lhe foi tirada.
Mas depois de pagar o resgate, revigora, refloresce, engrandece.
O sequestro de alma é uma grande violência. Tão grande que não cabe dentro de um coração.
#limitesinvisiveis
Limites Invisíveis
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Sempre pra sempre
A: Por que
deveria acreditar em você quando fala que agora é diferente?
O: Porque
com você é amor verdadeiro, nunca senti isso.
O: Pode se
jogar, estarei aqui te segurando, sempre pra sempre.
A: Tenho
medo
O: Estarei
aqui
<era
mentira>
#limitesinvisiveis
#limitesinvisiveis
7 anos 7 meses e 11 dias
7 anos 7 meses e 11 dias é o tempo em que o senhor Cândido está no abrigo. Sua filha o deixou lá pra morrer segundo ele. Lúcido, engaçado, feliz e magoado. Não julgo. Aceito sua revolta. Faz parte da sua experiência de vida.
Até tentei amenizar sua mágoa, mas a mágoa era tudo que ele tinha. Ele não queria perdê-la.
Deixei. Mudamos de assunto. Sorrimos e brincamos temporariamente.
Quando tento imaginar o que aquele senhor projetava para sua vida me pego pensando, o que importa? Ninguém se importa. Ninguém se importou.
Tudo tão superficial.
#limitesinvisiveis
Até tentei amenizar sua mágoa, mas a mágoa era tudo que ele tinha. Ele não queria perdê-la.
Deixei. Mudamos de assunto. Sorrimos e brincamos temporariamente.
Quando tento imaginar o que aquele senhor projetava para sua vida me pego pensando, o que importa? Ninguém se importa. Ninguém se importou.
Tudo tão superficial.
Será que o superficial é o lugar certo?
Será que não devemos nos aprofundar nos sentimentos, nas explicações, nos questionamentos?
Porque é no superficial que está tudo bem.
É no superficial que #soufeliz é verdadeiro.
A moda agora é colocar sua energia no bom. Então, vamos colocar nossa energia no superficial.
Hmmmm. Que pequeno.
Penso diferente, aceitar o verdadeiro é mais libertador.
Pode ser mais triste em alguns momentos, mas não em outros. Ao menos, é verdade.
Ao menos, não desaba quando você cansa de segurar todos os pilares da grande mentira que se tornou sua vida.
Deus não criou a humanidade para passar por todos esses desafios sozinha. Por isso ele nos organizou em famílias.
Seu Cândido estava muito triste com sua filha. E aceita essa decepção. Ele tem esse direito.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
O elefante e a cadeira
Ultimamente me sentia um elefante preso com um barbante a uma cadeira.
Poxa, mas era aquela cadeira. A cadeira que eu sempre sonhei.
Que estaria ali pra mim, a qualquer momento, a qualquer situação.
Eu amava aquela cadeira. Queria que estivéssemos juntas, não importa o que houvesse.
E meu mundo crescendo ao redor da minha cadeira, minha cadeira tão preciosa.
E tudo crescia. Crescia minha fome, crescia minha percepção, crescia meu horizonte, cresciam minhas dúvidas, meus medos, minha insegurança.
Ai eu sufoquei. Sufoquei com as coisas crescendo ao meu redor.
E aquela cadeira nem pra me ajudar a ajeitar as coisas, que cresciam, cresciam, cresciam.
Sabe por que? Porque a cadeira não me amava.
A cadeira não se importava.
Pra ela tanto fazia se eu estava ali ou não.
Aquilo tudo não era nada.
E o amor que mantinha aquele barbante íntegro, rompeu.
#limitesinvisiveis
Poxa, mas era aquela cadeira. A cadeira que eu sempre sonhei.
Que estaria ali pra mim, a qualquer momento, a qualquer situação.
Eu amava aquela cadeira. Queria que estivéssemos juntas, não importa o que houvesse.
E meu mundo crescendo ao redor da minha cadeira, minha cadeira tão preciosa.
E tudo crescia. Crescia minha fome, crescia minha percepção, crescia meu horizonte, cresciam minhas dúvidas, meus medos, minha insegurança.
Ai eu sufoquei. Sufoquei com as coisas crescendo ao meu redor.
E aquela cadeira nem pra me ajudar a ajeitar as coisas, que cresciam, cresciam, cresciam.
Sabe por que? Porque a cadeira não me amava.
A cadeira não se importava.
Pra ela tanto fazia se eu estava ali ou não.
Aquilo tudo não era nada.
E o amor que mantinha aquele barbante íntegro, rompeu.
#limitesinvisiveis
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