Ultimamente me sentia um elefante preso com um barbante a uma cadeira.
Poxa, mas era aquela cadeira. A cadeira que eu sempre sonhei.
Que estaria ali pra mim, a qualquer momento, a qualquer situação.
Eu amava aquela cadeira. Queria que estivéssemos juntas, não importa o que houvesse.
E meu mundo crescendo ao redor da minha cadeira, minha cadeira tão preciosa.
E tudo crescia. Crescia minha fome, crescia minha percepção, crescia meu horizonte, cresciam minhas dúvidas, meus medos, minha insegurança.
Ai eu sufoquei. Sufoquei com as coisas crescendo ao meu redor.
E aquela cadeira nem pra me ajudar a ajeitar as coisas, que cresciam, cresciam, cresciam.
Sabe por que? Porque a cadeira não me amava.
A cadeira não se importava.
Pra ela tanto fazia se eu estava ali ou não.
Aquilo tudo não era nada.
E o amor que mantinha aquele barbante íntegro, rompeu.
#limitesinvisiveis
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